sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

tingimento com a pixirica


A pixirica  é da família Melastomataceae e responde pelo 
nome de Leandra australis. 
 É nativa do Brasil, não endêmica, floresce 
e frutifica praticamente o ano todo. 
Ocorre nos estados de Minas Gerais,  Rio de Janeiro, Espirito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Ela é uma grande companheira da estamparia vegetal


Preparei ela para o tingimento.


Por ter muita expectativa com estas folhas, 
fiquei decepcionada com o resultado.
Ficou a com a cor de chá, um cremezinho.
Como já tenho várias cores nesta paleta vou colocar ela 
no banho do eucalipto e ver o que acontece.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

tingimento com carqueja

Escolhi  quatro plantas para o tingimento natural.
Já mostramos a aroeira, agora vamos experimentar a carqueja.
Preciso fazer assim, escolher algumas plantas e tingir.
Tenho muito verde me envolvendo...
 e posso me esgotar rapidamente 
se a cada árvore, arbusto,vegetação rasteira,  grama, 
que eu olhar quiser experimentar para o tingimento...




Carqueja é o apelido carinhoso do povo e  Baccharis trimera 
seu nome de batismo científico.
Os povos indígenas a usam há séculos.
Melhor uso na medicinal como extrato aquoso cru desta planta. 
Obrigada Harry Lorenzi.


Como a queremos para o tingimento devemos pica-la
 e deixar de molho.



Este é o primeiro banho.
Saiu um amarelo lindo e claro, ou claro e lindo.
Também não consegui passar este colorido. eita!!

tingimento com lã de ovelha

Resolvi fazer um segundo banho.
O fio saiu com uma cor maravilhosa.
 Já a mecha saiu bem mais clara.


Feliz com os dois resultados anteriores, fiz um terceiro banho.
Os fios saem com uma cor linda e mais clara que a anterior.
A mecha saiu mais clara que o segundo banho.

tingimento com lã de ovelha

Aqui nesta foto consigo mostrar melhor o desenvolvimento das cores obtidas nas mechas,  nos três banhos.


Os fios são resultados do segundo banho, à  direita, 
e do terceiro banho, à esquerda.

Num experimento tão simples, a Baccharis mostra todo seu poder.
Ela é poderosa sob todos os sentidos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tingimento com a aroeira


Bem, sai dos tingimentos das "relíquias" e vou fazer quatro experimentos com folhas frescas aqui de casa.


Começo com a aroeira, pois meu marido precisava
 poda-la e segura-la para o vento não a destruir.
Ela é uma das minhas queridinhas na estamparia vegetal.



Ela se chama Schinus sp, pois ela possui muitas variedades, 
e pertence a família Anacardiaceae.
É muito comum na área litorânea e na serra.
Segundo estudos é a árvore da mulher.



Peço perdão pela inabilidade fotográfica.

A cor que saiu nas mechas para feltrar e fiar é de esmeralda, 
aquela que não tem valor por não ter a transparência conhecida.


Os fios saíram meio esverdeados, para o oliva.

Amei!!!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Produtos do tingimento natural

Eis aqui a primeira leva de produtos 
que obtive do tingimento natural.

tingimento com lã de ovelha

Quando reuni todos fiquei surpresa que havia feito sete banhos de tingimento natural e conseguido diversos tipos de produtos.

tingimento com lã de ovelha

Fios de lã de ovelha tosquiados, lavados, cardados, 
fiados e tingido artesanalmente.
Escolhi os tons obtidos da casca de cebola roxa, primeiro e segundo banho, casca de cebola amarela e a marcela. 

tingimento com lã de ovelha

Os cachecóis feltrados só retirei 
o tingimento com chás e o do banho com chás e marcela.


Já as mechas para feltragem e fiação gostei de todas as tonalidades.

tingimento com lã de ovelha

Fiz novelos de 5g até 50g, e, 
ainda coloquei em sacos plásticos pequenas porções das
seis tonalidades obtidas.


Não resisti! 
Adorei esta imagem parecendo uma onda nas águas do tingimento.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Momentos de beleza

Cada vez que eu subia as escadas e olhava pela janela lá estava ela.
Fui percebendo o crescimento do novo ramo e quando percebi as flores já estavam todas abertas.



Estou falando dela, a rosa branca.
Ela me chamou e eu vim fotografar sua passagem por este planeta, oferecendo um dos maiores remédios para a humanidade: 
suas pétalas brancas.


As pétalas da rosa branca é remédio para curar as dores da alma.


Aqui, um ramo mostrando que virá mais beleza e cura.
Muito obrigada Fritz, por esta muda que me presenteastes.


Na hora da edição apareceu este vórtice de energia, maravilhoso.


Claro, não podia perder esta oportunidade, nesta manhã de segunda feira, nevoenta e preguiçosa, e continuei meu passeio.
Encontro outro remédio maravilhoso sendo prometido, abóboras.


Pelas fotos da para notar que deixamos o picão florescer.
Para nós ele não é uma erva daninha, é um remédio poderoso.
Usamos ele, e outras, na salada crua, na farofa, na sopa, no molho para o macarrão, no suco de liquidificador, no suco feito no processador, e onde mais a 
criatividade da hora mostrar o lugar dele na nossa existência.
Podemos chama-lo de Bidens pilosa, 
e é velho conhecido dos povos indígenas.
 Aqui tem conhecimento.


Não lembrei de mostrar a quantidade de 
tomates cereja que deu este ano.
Seu cheiro e seu gosto são apaixonantes.


Adorei estas tonalidades.


Eles se oferecem  em abundância.


Este é um pé de feijão.


Ele não tem nada de simples.
 Ele é a força impulsionando seu próprio destino.
Ele tem flores brancas e é mágico olha-lo e senti-lo.


Mil em ramas, também conhecida como  Achillea millefolium.
" O nome latino do gênero  deriva do herói grego Aquiles que a utilizou em uma de suas batalhas para curar seu rei, o epiteto específico millefolium que significa "mil folhas"  é alusivo ao grande número de minúsculas folhas (folíolos) que possui." 
 Grata Harry Lorenzi .
Sempre namorei suas flores.
Este é um presente que ainda não aproveitei bem.
Ela pode ser usada internamente e externamente.
Olhar suas flores já alimenta a alma.


Ah! E os olores da manhã!
Está é a menta.


Está é a hortelã, a mais conhecida.
do seu lado as flores estrelas do guiné.


O gervão com suas flores azuis e sempre visitado por muitos insetos.
Não usamos ele ainda para nada.
Mas te-lo na horta faz toda a diferença, pois ele é lindo!


Olha o que encontrei voltando para casa, a amora andina
A formação dos seus frutos é algo espetaculoso.
Valeu!
Estava precisando relaxar...

domingo, 26 de janeiro de 2014

Tingimento químico

Claro que quem procura acha!
Procurando por  material de tingimento natural, 
encontro corantes químicos.
tingimento com lã de ovelha

Fiz vários banhos.


Consegui esta paleta de azuis.

tingimento com lã de ovelha

Aqui misturei azul turquesa com azul marinho 
e uma pitada de amarelo e consegui estes tons.

tingimento com lã de ovelha


As diferentes texturas e os diferentes tipos de lã 
produzem nuances diversos.

tingimento com lã de ovelha

Aqui violetas e lilases. 
Este fio no meio já era mesclado.

tingimento com lã de ovelha

Estes fios  foram fiados à partir de muitos tipos de lãs de ovelha 
e de diferentes partes do corpo da mesma.
 No tingimento se obtém diferentes nuances no mesmo fio.


Click! Amei e repasso!!!

tingimento com lã de ovelha

Laranjas, laranjas, laranjas!

tingimento com lã de ovelha

Mesmo banho!

tingimento com lã de ovelha

Tons terra, verde, amarelo queimado, vermelhos, marrons e, acredite, este tom que parece rosado é de um corante castanho.
O problema aqui é a fotógrafa 
e a quantidade de luz para tirar a foto.

Problemas detectados:
> corantes antigos já não mostram toda sua potência;
> a lã precisa de muito mais tempo de molho do que 30 minutos.

Grau de satisfação: dez!!!!

Já estamos preparando tingimento com aroeira, eucalipto, 
e outras folhinhas mais.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Preparando as tinturas

Encontrei esta belezura nas nossas lenhas.
Resolvi então fazer mais um experimento de tingimento.


Ele pertence a família Polyporaceae, 
e é conhecido popularmente como orelha de pau.


Ele é realmente encantador.


Aproveitei o embalo e comecei a desovar todas as relíquias 
que meu marido e eu fomos guardando, 
esperando o tempo da tinturaria acontecer.


Chegou a hora!
Fiz o preparo de sementes de pessego, serragem de cedro, casca de Araucária angustifolia, cogumelo de orelha bege, cogumelo de orelha cinza, cascas de pinhões mal formados, líquens que encontramos nos pés abandonados de maçãs, casca de açoita cavalo, semente do palmito juçara
 e uma casca linda que vai ficar sem nome, por enquanto.


Já que foram guardados com tanto zelo
 merecem ser experimentados.
Agora começa a viagem de cada um dos seres que foram coletados.
Cada um vai oferecer sua cor a seu tempo.
É só esperar.
Isto é uma festa para um tintureiro artesanal!!!